Meu Rio

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Um dia de transparência e participação

Bem amigos do Meu Rio,

Aos poucos o assunto transparência e controle social, tem saído do campo das ideias dos pensadores utópicos e tem começado a dar o ar da sua graça nos mais diferentes segmentos da sociedade, desde mesas de bar, passando por encontros de entidades de classe, e agora figurando também nas reuniões do poder público.

Afinal, a sociedade tem entendido, dia após dia e a duras penas, que a corrupção, a falta de transparência e a ausência de mecanismos para o cidadão compreender o que está acontecendo na sua “casa”, estão obstruindo o desenvolvimento ainda maior do nosso país.

Embora esse mudança de consciência esteja acontecendo aos poucos, estes conceitos e mecanismos somente se tornarão realmente relevantes para a sociedade e farão sentido em sua essência, quando existir de fato um nível maior de participação do cidadão no monitoramento e exercício da fiscalização da administração pública. Uma questão de cultura e comportamento não se muda de um dia pra outro, por isso temos de nos esforçar para tal e envolver todo mundo nessa missão.

Sendo assim, hoje podemos considerar que demos um grande passo em direção a uma sociedade mais transparente e participativa.

Pela primeira vez, o governo federal, provocado pela sociedade civil, convocou em larga escala, um grande e aberto debate sobre o tema, com o intuito de criar de forma colaborativa, novas diretrizes, propostas e ideias para o desenvolvimento de uma Plano Nacional de Transparência e Controle Social.

O Meu Rio esteve lá e conferiu, de perto, cada um dos eixos de debate e como isso se deu.

A conferência começou cedo com uma solenidade de abertura onde o secretário da Casa Civil, junto com outros representantes do poder público, falaram sobre a importância da Consocial e da participação do cidadão no evento.

Logo em seguida, um representante da CGU contextualizou a Consocial e contou um pouco sobre a origem da ideia da Conferência e seu desenrolar até o dia de hoje.

Mas foi a tarde que o evento realmente começou e o seu protagonista maior tomou lugar e começou a ter voz, ou seja, o cidadão botou a boca no trombone.

Após o almoço, os cidadãos, representantes do poder público e dos conselhos de políticas públicas, foram encaminhados para as salas, aonde por horas a fio aconteceriam os debates - por vezes bem acalorados - sobre novas ideias e propostas para o combate a corrupção, engajamento e capacitação do cidadão no monitoramento do governo e suas contas, entre outras.

O Meu Rio, como não poderia deixar de ser, inscreveu um representante para cada um dos 4 eixos de debates e tivemos a oportunidade de levar as ideias selecionadas através da plataforma Imagine, para serem apreciadas e debatidas com os demais participantes, algo completamente experimental porém excitante, uma vez que estávamos dando voz aqueles que não puderam estar fisicamente lá, mas que desejavam muito contribuir para um país mais honesto e transparente.

Durante algumas horas, os cidadãos discutiram, debateram, mesclaram, aprimoraram e apresentaram novas ideias/propostas, para posteriormente serem apreciadas e votadas pelos participantes de cada eixo, com o intuito de selecionar as melhores ideias para seguirem em frente para as outras etapas da Consocial.

Por vezes era possível ouvir o “brandir das espadas”, nos acalorados confrontos de ideias que eram despertados pelo desejo de defender seus argumentos e suas propostas.

Mas como nem tudo são flores e compreende-se que por ser a primeira vez que esse tipo de conferência está acontecendo, algumas deficiências foram identificadas e acreditamos que muitos pontos que podem ser melhorados, tanto na organização quanto na metodologia, desde o sistema de inscrições, até o modo de como as mesas de debates são compostas. Amanhã daremos a nossa visão sobre esses pontos ao final do evento de forma construtiva e objetiva.

Enfim, uma coisa é mais do que certa, de nada adianta termos mecanismos cada vez melhores de transparência, repensarmos o assunto colaborativamente, investirmos mais e mais recursos em novos e melhores sistemas acesso a dados sobre a gestão pública, se o cidadão não participa e não os utiliza.

Daqui pra frente, só depende da gente!

Esperançosamente,

Leonardo Eloi

  • 3 months ago
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No Meu Rio, acreditamos que uma maior participação popular nas questões de políticas públicas é a chave para um Rio mais justo. Nós cariocas podemos sim, juntos, construir uma cidade melhor para todos e mostrar que nossa força pode trazer resultados surpreendentes.
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